
Nos dias quentes de verão íamos fazer piqueniques para a Serra da Freita. Eram passeios que eu adorava, pelo caminho o meu pai explicava-me a diferente flora que nos envolvia, ao subirmos a encosta deparávamo-nos com pinheiros, carvalhos, medronheiros e azevinho e consoante íamos estando mais altos as árvores iam desaparecendo para dar lugar à urze e à carqueja; o meu pai explicava-me ainda que existiam por ali animais ferozes tal como o lobo, o javali, algumas cobras, gatos bravos e eu começava a ficar assustada, mas o meu pai tranquilizava-me dizendo-me que eles estavam na sua casa e que se nós os tratássemos bem seríamos seus convidados e nada nos aconteceria.
Como a viagem era longa íamos fazendo algumas paragens em sítios muito bonitos, um dos que eu mais gostava era uma queda de água muito grande que se chama Frecha da Mizarela, outra das paragens obrigatórias era a Capela da Nossa Senhora da Lage que servia para descansar o motor do carro depois das subidas vertiginosas e onde podíamos avistar a vila da Arouca com o seu magnífico mosteiro. O meu pai levava-me ainda a ver as pedras parideiras, que são umas rochas de tamanhos variados, que expelem pequenas pedras, por isso se chamam parideiras porque o que fazem é comparado ao acto de parir.
Como a viagem era longa íamos fazendo algumas paragens em sítios muito bonitos, um dos que eu mais gostava era uma queda de água muito grande que se chama Frecha da Mizarela, outra das paragens obrigatórias era a Capela da Nossa Senhora da Lage que servia para descansar o motor do carro depois das subidas vertiginosas e onde podíamos avistar a vila da Arouca com o seu magnífico mosteiro. O meu pai levava-me ainda a ver as pedras parideiras, que são umas rochas de tamanhos variados, que expelem pequenas pedras, por isso se chamam parideiras porque o que fazem é comparado ao acto de parir.