
Num dos palheiros estava guardado o carro de bois, que o meu avô usava somente quando ia à quinta da Mata levar ou buscar coisas grandes e pesadas. O carro ligava-se à canga que era uma tábua grande que encaixava na cabeça dos bois, que no caso do meu avô eram vacas, que puxavam o carro que se movia lentamente pelas calçadas estreitas, gemendo baixinho.
Eu seguia de pé em cima do carro, segura à grade para me equilibrar dos solavancos imprevistos e o meu avô caminhava ao lado das vacas, orientando-as no seu trajecto, mas eu ignorava-o, esticando-me o mais possível na minha posição que sentia ser de chefia, dava umas palmadinhas ao de leve no dorso das vacas, imitava os sons que o meu avô fazia para incitar o andamento dos animais e sorria de orgulho a todos que por mim passassem.
Ola Adelaide!!
ResponderEliminarGosto mto das tuas mini-estórias... são instantes que valem a pena.
Não me vou alongar mto no que digo, pois sei como as palavras nos podem trair... :)
Mas queria dar-te os parabéns por uma escrita tão cheia de personalidade. Sinto uma calma nos teus textos que nao sei explicar... como se as coisas estivessem em câmara lenta, faz sentido o que digo ?
bjs
Joao Tomas
Olá João
ResponderEliminarObrigada. Interessante como captaste a "suspensão" em que me encontro quando revivo estes instantes.
Beijos